Renato Perim Colistete

Economia, História e História Econômica

Archive for the ‘Universidade’ Category

Revistas x preprints

Posted by Renato em 03/06/2016

Viva o preprint!

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A história de Leff

Posted by Renato em 14/01/2016

O trabalho de detetive de Rafael Cariello em busca das pistas que o levaram a Nathaniel Leff, em uma excelente matéria (ou aberta em inglês) na Piauí.

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Rotinas de trabalho

Posted by Renato em 30/03/2014

Como alguns notáveis intelectuais e artistas dividiam as suas 24 horas, no Huffington Post (nenhum cozinhava, lavava louça, arrumava cama, levava filhos para escola, ajudava nas lições, fazia compras, cuidava dos cães, atendia alunos, participava de reuniões intermináveis ou preenchia sucessivos relatórios kafkianos?).

Veja a imagem inteira aqui.

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Na academia

Posted by Renato em 27/02/2014

Recomendação ouvida por um novo professor começando sua vida na universidade:

“Na academia brasileira é preciso ser como um jacaré: ter casca dura, nadar de costas e dormir de olho aberto.”

 

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Beagles, ciência e cientistas – Parte 2

Posted by Renato em 31/10/2013

Ver Parte 1 aqui.

II – O que é científico nos testes com animais?

Outra informação distorcida que tem sido difundida diariamente é a de que “todos os medicamentos que usamos hoje foram resultado de testes com animais”. O argumento sofre da mesma inconsistência que os anteriores. Que os animais tenham sido utilizados em testes de drogas bem-sucedidas não implica que eles tenham sido determinantes do sucesso. Como a prática dos testes com animais era e continua sendo convencional, inclusive sendo exigidos para aprovação de drogas da indústria farmacêutica, então sempre haverá testes com animais no histórico dos medicamentos, independentemente do resultado. O argumento incorre em um típico problema de correlação espúria, tão comum nas ciências. Em outras palavras: existe uma relação entre testes com animais e drogas bem-sucedidas lançadas no mercado, mas que não permite deduzir que haja uma relação de causa-feito entre ambos, que os testes com animais determinam o sucesso dos medicamentos. Como é evidente, há um terceiro fator que explica a elevada (no caso, perfeita) correlação entre testes com animais x drogas bem-sucedidas, que é a legislação que determina o emprego de testes com animais para a certificação de qualquer medicamento, quaisquer que sejam seus possíveis resultados (ver mais a respeito adiante). É surpreendente ver cientistas defenderem seus pontos de vista com esse tipo de argumento.

Essa questão relaciona-se a mais um aspecto que foi omitido nas manifestações recentes que consultei dos profissionais dos laboratórios: o de que os testes com animais apresentam reduzida “capacidade de predição” em relação aos organismos humanos. Já houve quem dissesse que a chance dos resultados em animais serem replicados em humanos variaria de 5 a 25% dos casos, dependendo do animal, da droga e da doença. Por exemplo, no caso de estudos na área de oncologia, é frequente o relato de “predictability” em torno de 5% nos experimentos com ratos. Mas o percentual pode ser ainda menor em outros casos, como veremos abaixo. A rigor, esse resultado pouco relevante não expressa sequer uma pequena “capacidade de predição” dos resultados em humanos, mas antes uma simples correlação entre dois fenômenos que podem não ter qualquer vínculo causal.

O grande problema com esses resultados é que a base de uma ciência experimental é a capacidade de predição do modelo ou do teste, que poderia ser extrapolado para outras situações, no caso o organismo humano. Nesta situação, o uso do “modelo animal” nos testes pré-clínicos para a descoberta de novas drogas (anterior à fase clínica de testes com humanos voluntários) é um guia precário em termos estatísticos. A fragilidade ou irrelevância estatística do uso de animais como base para testes de novos medicamentos gera resultados paradoxais. De um lado, há dezenas de drogas que produziram efeitos terapêuticos sobre doenças como câncer e HIV induzidas em animais nos laboratórios, mas tiveram efeito nulo em organismos humanos. Por outro lado, há vários medicamentos importantes cujos testes com animais foram negativos. Ou seja, esses medicamentos teriam sido descartados se dependessem do uso de animais para testes – casos da penicilina e aspirina, por exemplo. Além disso, há numerosos medicamentos que foram aprovados para uso comercial tendo por base os testes pré-clinicos com animais (além da fase clínica com voluntários) e que em seguida se revelaram danosos ou fatais para os seus usuários. Talidomida é o caso clássico (que utilizou 1 espécie de animal nos testes), acompanhado de outros como Eraldim e Suprofen (testes com múltiplos animais). Nenhuma dessas questões bastante conhecidas foi abordada pelos profissionais que vieram a público defender o Instituto Royal. Pelo contrário, esses profissionais têm insistido sempre em afirmar que o sacrifício dos animais é necessário para todas as descobertas da medicina, a começar pelos beagles do Instituto Royal.

As razões do apego aos testes com animais na indústria são múltiplas, inclusive os interesses econômicos. Mas uma das mais importantes é o fato de que esses testes são tomados como default, mesmo quando não são obrigatórios por lei. Uma ilustração do poder de uma combinação que envolve convenções, práticas arraigadas e resistência às evidências pode ser dada por um trabalho acadêmico recente (2013) – ver aqui e aqui. Uso esse exemplo porque os autores são insuspeitos, uma vez que eles não se opõem por princípio aos testes com animais. Na pesquisa, os dois pesquisadores de Stanford e Harvard e sua equipe coletaram por 10 anos um detalhado banco de dados para um estudo (sem uso de animais) sobre as causas de infecções que levam à septicemia em organismos humanos. Ao tentarem publicar seus resultados, enfrentaram a objeção de que os testes não demonstravam que as mesmas respostas genéticas observadas em humanos poderiam ser constatadas em camundongos. Diz um dos coordenadores da pesquisa sobre os pareceristas que “Eles estão tão arraigados em tentar a cura dos camundongos que esqueceram que nós estamos tentando curar humanos.” Daí os pesquisadores partiram para a realização de testes com uma espécie de camundongo (o “modelo animal” básico utilizado na área) prevendo que encontrariam alguma relação estatística. Porém, os resultados foram desapontadores e, para eles, surpreendentes: não houve correlação entre os resultados dos testes com humanos e camundongos, o padrão foi aleatório (correlação de Pearson entre 0.0 e 0.1), o que atribuíram às diferenças genômicas entre camundongos e humanos e, por consequência, à inadequação do teste com o animal que constitui a base das avaliações pré-clínicas para novas drogas, tanto nas áreas de infecção aguda quanto em outras igualmente importantes.

Ao tentarem publicar os seus resultados, os autores do estudo tiveram novas recusas, inclusive na Nature e Science, antes do trabalho ser publicado sob condições especiais em um periódico acadêmico. Segundo os autores, nos pareceres negativos daquelas revistas não houve indicação de “erros científicos”; em vez disso, “a resposta mais comum foi ‘Isto deve estar errado. Eu não sei porque está errado, mas deve estar errado’.” Os autores sugerem que os “modelos animais” ainda possam ser aperfeiçoados, mas apontam que a prioridade deve ser dada a estudos mais complexos das condições humanas em vez de camundongos para a descoberta de medicamentos na sua área de estudo. Um especialista externo à equipe ouvido sobre o caso, também adepto dos testes com animais, declarou que “Esses dados são tão persuasivos e tão robustos que eu acredito que as agências de financiamento irão levar em conta.” Até agora (2013), diz, “para obter financiamento, você tem de propor experimentos utilizando o modelo com camundongos.” Sob tais circunstâncias, não parece coincidência que quase 150 medicamentos para septicemia tenham sido bem-sucedidos até hoje quando testados em animais com septcemia induzida em laboratórios, mas nenhum sequer tenha trazido resultados positivos em humanos.

O que se depreende deste caso é que a premissa de que o default (uso de animais) é estatisticamente relevante é tão forte que ela é autoconclusiva. Eventuais e raros testes que põem em xeque a premissa tendem a ser ignorados ou rejeitados, ainda que usando argumentos puramente – e ironicamente – anticientíficos (“Eu não sei porque está errado, mas isto deve estar errado”). Por sua vez, a indústria farmacêutica, os órgãos reguladores e as agências de financiamento impõem como padrão o teste com animais, indiferentes quanto à sua relevância estatística ou não. O que deveria ser uma atividade guiada por observação das evidências, experimentos cuidadosos e resultados estatísticos, torna-se um processo de tentativa e erro em que se sacrificam animais inutilmente e, além disso, coloca-se em risco os voluntários humanos nas diferentes fases clínicas dos testes, sem mencionar os pacientes após a aprovação do medicamento. Pesquisadores adaptam-se ao padrão tornando os testes convencionais e o reforçam nas agências e entidades – e para o público – repetindo que eles são essenciais, à revelia dos resultados estatísticos, mesmo quando o principal teste é uma simples correlação entre duas variáveis, sujeita à influência de terceiros fatores não incluídos no experimento e a conclusões espúrias.

O artigo sobre septicemia citado acima não foi escolhido a dedo entre outros contrários para corroborar um argumento. Estudos abrangentes de experimentos (“meta-análises” e “revisões sitemáticas”) na área de pesquisa médica têm levantado os problemas derivados da extrapolação para humanos dos testes com animais na produção de medicamentos. Além disso, há outras distorções igualmente sérias nas pesquisas com animais: por exemplo, o uso difundido de amostras pequenas sem o devido cuidado e com resultados viesados, e a forte tendência (muitas vezes induzida pela indústria farmacêutica) de relatar seletivamente apenas os resultados “positivos”, desprezando os testes com resultados que possam retardar ou impedir a aprovação de medicamentos pelos órgãos certificadores.

Seria de esperar, portanto, que os problemas relatados acima levassem os que defendem os testes com animais pelo menos a uma atitude bem mais modesta e cautelosa. A fragilidade de métodos e resultados torna pouco convincente o argumento de que os testes com camundongos, beagles e primatas são o fundamento da ciência moderna ou um requisito inescapável para o avanço científico e até o desenvolvimento nacional, como se tem afirmado. Omitir e distorcer a realidade dos experimentos com animais não é o que se espera de uma parte da comunidade que se diz científica, nem a melhor atitude em favor do desenvolvimento de novas técnicas mais sofisticadas e eficazes, que gerem desenvolvimento tecnológico e bem-estar para o conjunto da sociedade, inclusive os animais e a natureza.

[Continua]

Veja a Parte 3 aqui (em breve).

Parte 1 aqui

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Beagles, ciência e cientistas – Parte 1

Posted by Renato em 29/10/2013

Após o resgate dos beagles em São Roque em 18/10, vários profissionais vinculados a órgãos do governo, instituições de pesquisa, entidades científicas e empresas têm saído a campo para condenar veementemente a ação dos ativistas e a defesa dos direitos dos animais utilizados em laboratórios. Os termos vão de “fora da lei”, “crime”, “atos violentos”, “desinformação irresponsável” a “terroristas”, entre outros ainda piores.

É até compreensível que os envolvidos diretamente nos testes com animais e seus simpatizantes de outras áreas (de matemáticos a jornalistas) ajam desta maneira, por seus vários interesses e crenças envolvidos. Porém, a quase histeria na reação de alguns profissionais não elimina o fato de que uma atividade que envolve a transferência de enormes recursos públicos, questões éticas sérias e resultados que são avaliados sob critérios comuns a outras áreas (estatísticos, econômicos, jurídicos e inclusive morais), deve ser examinada, discutida e eventualmente criticada pelos distintos setores da sociedade, dentro e fora da universidade e dos laboratórios.

Vários desses profissionais não têm escondido uma pouco sutil e perigosa presunção de que a avaliação de suas práticas deve ficar restrita à sua própria comunidade fechada, que circula entre as paredes de laboratórios e nos corredores de empresas privadas, órgãos governamentais e de financiamento público. Não vou relembrar o quanto na história esse tipo de raciocínio entre membros da comunidade científica levou a ações com consequências sociais drásticas (mas se for preciso, podemos tratar do assunto posteriormente). Meu objetivo aqui é outro.

Desde o dia 18/10, diversas pessoas têm observado que muitos textos e declarações têm sacrificado a objetividade, a transparência e a imparcialidade que seriam de esperar de uma comunidade científica. A retórica adotada por vários profissionais (com poucas exceções) tem omitido e distorcido fatos de uma forma reiterada, deliberadamente ou não. Neste e nos posts seguintes, trato dessa retórica e dos argumentos que têm sido apresentados por esses profissionais, tentando contrastá-los com informações e – quando possível – dados encontrados tanto no Brasil quanto no exterior. Infelizmente, há pouquíssimas estatísticas e informações oficiais relacionadas aos experimentos com animais no Brasil, apesar de sua ampla utilização, da importância vital atribuída a eles pelos seus defensores e do volume de recursos públicos envolvidos. Mesmo assim, dada a relevância do assunto, creio que a tentativa vale a pena.

I – A ciência e a anticiência

Um dos casos que mais chamam a atenção é a tentativa de atribuir aos que denunciam os testes com animais uma atitude “contrária à ciência”. Fiz uma busca em vários textos dos defensores da causa dos animais e não encontrei oposição à pesquisa científica, à tecnologia ou ao desenvolvimento tecnológico, muito menos ao “desenvolvimento nacional”. Pelo contrário, em vários lugares defende-se a reorientação dos testes para uma combinação de técnicas in vitro, uso de tecidos, modelos computacionais, microestudos com humanos, estudos populacionais, etc., ou seja, métodos alternativos e sofisticados que vêm sendo discutidos e implementados em vários lugares do mundo. Ao contrário do que dizem os críticos, as pessoas estão bem informadas, mesmo não sendo especialistas em testes com animais. De certo modo, é até irônico ver a acusação de que os defensores da causa animal pregam o “obscurantismo” e que são opostos à ciência e à tecnologia, pois o principal recurso deles na organização e obtenção de informações tem sido exatamente a moderna tecnologia de informação.

O propósito de acusar alguém de ser “contrário à ciência” parece ser o de tentar convencer o público de que os testes com animais são o critério determinante para a definição de “ciência experimental” e “ciência”. O argumento, porém, não é consistente. Caso contrário se um pesquisador ou laboratório se dedicasse apenas a aperfeiçoar e realizar pesquisas e testes com “modelos não animais” – como de fato acontece – seria também classificado como “anticientífico” e “oposto à ciência”, o que seria um despropósito. Por essa lógica, grupos de pesquisadores que estão hoje conduzindo pesquisas sobre asma, septicemia, câncer, Alzheimer, Parkinson e HIV, por exemplo, sem o uso de animais e com métodos experimentais sofisticados, teriam de ser classificados como “obscuros” e “contrários à ciência”.

Um outro argumento parecido é o de tentar fazer crer que a comunidade científica é unânime em relação aos testes com animais e que, portanto, a contenda se divida entre cientistas x não cientistas, sendo os primeiros detentores de conhecimento objetivo e neutro, enquanto o restante seria formado por leigos que deveriam acreditar nos cientistas. Acontece que há cientistas da área de biomédicas e medicina que rejeitam a adequação de testes com animais como base para a pesquisa médica. Esses cientistas são tão cientistas quanto os que defendem os testes com animais como relevantes e necessários. Entre os cientistas céticos quanto aos resultados da utilização dos animais, há tanto os que já realizaram experimentos com animais, quanto outros que trabalham com métodos alternativos. Contudo, em todos os artigos e declarações recentes que consultei dos profissionais da comunidade que estamos analisando, não encontrei um sequer que mencionasse a existência de concepções divergentes sobre o uso de testes com animais e que não há consenso a respeito entre os pesquisadores da área. Seria então de esperar que pelo menos as entidades científicas gerais, que deveriam preservar algum equilíbrio e independência, informassem o público sobre essa ausência de unanimidade, mesmo que preferissem ficar ao lado dos praticantes dos experimentos tradicionais. Mas isso também não ocorreu.

[Continua]

Veja a Parte 2 aqui.

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Tempo x burocracia

Posted by Renato em 06/08/2013

“O tempo é finito. A burocracia é infinita”.

Este é o inferno da academia.

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Sobrevivência na universidade

Posted by Renato em 09/06/2013

O Leonardo Monastério acaba de publicar um livro muito interessante para quem está na universidade: “Manual de sobrevivência na universidade: da graduação ao pós-doutorado“.

O livro está no formato mobi para Kindle, ou seja, pode ser lido no próprio e-reader da Amazon ou em qualquer smartphone, tablete ou computador (que rode os, ios, android, windows), bastando nesse caso baixar o programa do Kindle para leitura.

Uma ótima indicação para a guerra da universidade.

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Os 10 de Bertrand Russell

Posted by Renato em 22/02/2013

Os 10 mandamentos de Bertrand Russell” (ou “Como se dar mal na academia brasileira”):

Bertrand Russell: “The Ten Commandments that, as a teacher, I should wish to promulgate, might be set forth as follows:

  1. Do not feel absolutely certain of anything.
  2. Do not think it worth while to proceed by concealing evidence, for the evidence is sure to come to light.
  3. Never try to discourage thinking for you are sure to succeed.
  4. When you meet with opposition, even if it should be from your husband or your children, endeavor to overcome it by argument and not by authority, for a victory dependent upon authority is unreal and illusory.
  5. Have no respect for the authority of others, for there are always contrary authorities to be found.
  6. Do not use power to suppress opinions you think pernicious, for if you do the opinions will suppress you.
  7. Do not fear to be eccentric in opinion, for every opinion now accepted was once eccentric.
  8. Find more pleasure in intelligent dissent than in passive agreement, for, if you value intelligence as you should, the former implies a deeper agreement than the latter.
  9. Be scrupulously truthful, even if the truth is inconvenient, for it is more inconvenient when you try to conceal it.
  10. Do not feel envious of the happiness of those who live in a fool’s paradise, for only a fool will think that it is happiness.”

From Brain Pickings, ver aqui.

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Qualis novamente

Posted by Renato em 02/10/2012

O Qualis da área de Economia novamente gera reações entre historiadores econômicos (aqui e aqui). As principais revistas de história econômica (p.ex., Journal of Economic History, Economic History Review e Explorations in Economic History) continuam com o conceito B1, posição máxima para a qual haviam sido rebaixadas, inexplicavelmente, na revisão realizada pela Capes em 2009 (ver aqui). O problema é que as revistas de história econômica, como a Journal of Economic History, aparecem bem melhor posicionadas nos rankings internacionais do que várias revistas que foram classificadas como A1 e A2 pela Capes. Não vou entrar em detalhes, mas basta uma rápida comparação entre o Qualis da Economia e as próprias listas (de Kodrzycki and Yu, 2006 e Combes and Linnemer, 2010) que a comissão da Capes diz que serviram de base para a classificação atual para ver as inconsistências. Nessa comparação, fica aparente que os próprios critérios definidos no item a) do documento sobre o Qualis da área de Economia não foram observados.

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